Falta de criatividade agora tem cura!
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By Raul Emanuel Scanavino in Geral Published: Saturday, 19 April 08 - 06:36 PM (GMT -04:00) Last Updated: Saturday, 19 April 08 - 08:42 PM (GMT -04:00) |
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Para "destravar" e começar a falar sobre a 22ª Semana Internacional da Criação Publicitária nada melhor do que conferir o comercial de televisão que compõe a camapnha criada pela W/Brasil.
Segunda-feira - 14/04
Agora sim, podemos começar! A Semana foi promovida pela Editora Refêrencia e apresentada pela repórter Rita Elisa, acompanhada pelo presidente da Editora Referência, Armando Ferrentini, no período de 14 a 18 de abril no Centro Fecomercio de Eventos.
Quem abriu a Semana foi Roberto Duailibi, sócio-diretor da DPZ, convidado de honra para iniciar o processo de cura dos infectados inscritos. Entre eles, profissionais da área paulistas, publicitários de outros estados brasileiros e estudantes das faculdades Anhembi-Morumbi, Cásper Líbero, Mackenzie, PUC, Uniradial, Unisa, Uninove, entre outras.
O próximo "doutor" a subir ao palco foi o publicitário inglês Michael Simons, diretor de criação da DraftFCB de Sydney, Austrália. Em sua palestra, Simons descreveu seu entusiamo e suas perspectivas a respeito do mercado publicitário atual, comparando-o com o mercado ao longo dos últimos trinta anos.
Algumas de suas crenças são de que o momento atual é extremamente oportuno para ser um criativo, que os consumidores modernos são fascinantes e que mudar é bom, está última foi seguida pelo comentário de ter mudado, em sua agência, o termo "Briefing" para "Idea wanted" (idéia procurada). Defende a autenticidade e a quebra do individualismo com a criação através da colaboração, onde os criativos devem parar de "tampar enquanto desenham", como as criaças fazem, e passar a dizer "esta é a nossa idéia".
"O som influencia!" - É o que alerta, em alto e bom som, Julian Treasure, chairman da The Sound Agency de Londres, Inglaterra.
Segundo ele nosso corpo reage aos sons que ouvimos de maneira física, psicológica, cognitiva e em nosso comportamento.
Com trechos dos sons de alguns supermercados e lojas, Treasure explica o que chamou de "esquisofonia", que se trata dos sons irritantes e repetitivos que as rodas do carrinho de compras podem emitir, ou do motor desregulado das geladeiras e até da própria música ambiente em volume alto.
Treasure também apresentou cases de empresas que alcançaram bons resultados em suas vendas com o uso das "paisagens sonoras planejadas", tornando o ambiente da loja agradável e tranqüilo para as compras. Além de uma pesquisa realizada para comprovar os efeitos da música nos consumidores, que consistia na venda de dois vinhos em uma loja, um francês e outro italiano. A música ambiente inicial era a francesa e depois de um período substituida pela italiana. O resultado das vendas era maior para o vinho que possuia a música de sua nacionalidade tocando.
Ao falar das novas tecnologias de som, ele demonstrou o funcionamento de um alto-falante hipersônico, que "canaliza" o som para a pessoa a qual ele é direcionado.
Por fim, Treasure preescreve sua medicação ao apresentar as quatro regras de ouro para sons de comerciais: 1) Faça-o opcional, 2) Faça-o apropriadamente, 3) Faça-o valioso, 4) Teste-o e teste-o de novo.
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